terça-feira, janeiro 22, 2008

E assim desaparece um talento...

Heath Ledger

Para quem gosta muito de cinema como eu, foi um choque. Aos 28 anos, Heath Ledger, actor australiano que dizem, teve o primeiro grande papel da sua curta carreira em "Brokeback Mountain", pelo qual foi nomeado para a estatueta dourada, foi encontrado morto hoje no seu apartamento em Manhattan. As circunstâncias desta morte prematura ainda estarão por apurar.


Perdeu-se um grande talento. Vi 4 dos 15 filmes que ele fez e sempre achei, sobretudo desde o "Monster's Ball" que este moço ia longe. Não foi surpresa nenhuma vê-lo nomeado para os óscares em 2005 e tenho a certeza que se não tivesse desaparecido neste trágico desenlace, iria concerteza comprovar o enorme talento que possuia.
Ainda não estreou, e penso que dadas as circunstâncias, levará mais um pouco até estrear, mas deixo-vos o trailer do seu último filme, e daquela que seria(foi) o papel de uma vida, em que o actor dá o corpo a um dos mais emblemáticos vilões da história do cinema, o Joker. O Jack Nicholson já o fez, mas ou muito me engano, ou este Joker vai ficar na memória de todos, não só porque foi o seu último desempenho na sétima arte, mas pela qualidade da performance e pela transfiguração. Nunca fui grande fã da saga Batman, mas o "Batman Beggins" é sem dúvida um excelente filme(o Christian Bale é um actor fenomenal, dos meus preferidos), e este "The Dark Knight" concerteza que não lhe ficará atrás. E suspeito que o Ledger "rouba" completamente o filme ao Bale... A ver vamos.
Aguardo expectante a estreia em cinema.

Hasta!


The Dark Knight(2008)

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Cinema da minha vida # 5



Million Dollar Baby(2005)



"There is magic in fighting battles beyond endurance. It's the magic of risking everything for a dream that nobody sees but you."


Hoje lembrei-me deste filme porque vi o "Cinderella Man". É bonzinho, gostei, tem aquele final desejado e o Russel Crow safa-se bem. Mas esta pérola do Clint Eastwood é completamente diferente.

Porque a Hilary Swank é fantástica. Porque o filme nos dá esperança assim em doses industriais para depois a roubar de um sopro, com um soco bem no meio da cara, cru e sem aviso. Porque fala de eutanásia de uma forma que me tocou. Porque me faz acreditar que não há lutas impossíveis nem redenção sem perdão. Porque como dizia o Freeman a certa altura, a magia acontece quando arriscamos acreditar e lutar por um sonho que só nós vemos.

E uma prova que o Clint está aí para as curvas, a representar e a dirigir.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Pequenina


Hoje estou assim, pequenina, pequenina, enroladinha em mim...

Antes ter levado um murro no estômago, assim, à queima-roupa e sem aviso.

Bem feita! Quem me manda ainda ser tola??


Pequenina, pequenina...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

E o meu novo melhor amigo é...


E ontem acordei quase sem voz... para quem me desejou ver caladinha, parabéns, conseguiram! Ainda tentei, a sério, com esforço e empenho, mas o resultado foram uns grunhidos que em muito pouco soaram a palavras...mas à medida que o dia foi passando, até fui ficando melhor, mas hoje quando acordei, não só me doía a garganta, como tentei falar normalmente e não, aquilo não era a minha voz normal. E para conseguir ligar ao chefe para avisar tive de fazer um esforço muito grande para ele me perceber. E cá estou, ainda no sofá, a chupar strepsils umas atrás das outras e a beber chá com mel. E tenho a dizer que me sinto muito melhor, pelo menos a dor passou e já consigo falar, quase como uma pessoa normal.

E acho que vou fazer outro cházinho e enrolar-me na mantinha e ver um filme... Hum... que bom!
E lá fora voltou o temporal...

Hasta!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Ouve-se no mp3

Pioneer To The Falls(2007)
Muito!
Bom fim-de-semana!!

Observações e Azares

Quarta-feira, dez da manhã, Zara do Dundrum Shopping Center. Secção de homem, comprar uma prendinha de aniversário para um colega de trabalho. Caixa: "sorry, this one is closed, can you please go to the children section?..." Ok, de todas as (poucas) vezes que aqui vim, esta caixa está sempre fechada... Esta gente não trabalha? Dobrar roupa é muito cansativo?
Lá vou eu à caixa de criança. Rapariga/empregada com ar simpático. "Can you please wrap it? It's for a present(eu)." A moça não deve ter percebido, e naquela da paródia fiz um comentário para a Vera, em português. Ela - "Do you speak spanish?" Eu e a Vera olhamos uma para a outra e sorrimos. NÃO, não sou espanhola... Sabem quantas vezes me perguntaram isso? Muitas, já perdi a conta... Eu sei que o português até tem algumas semelhanças, mas... E depois há pessoas que me dizem que eu pareço espanhola, tipo, só de olhar para mim. Acho piada, até porque eu até gosto dos espanhóis, mas ainda não percebi muito bem o porquê desta observação. E também não sei se hei-de considerar isso como um elogio, mera obeservação ou quê. Um dia destes descubro.
Adiante.
Outro apontamento, este muito, mas muito diferente.
Ontem aconteceu-me o inimaginável. Entro em casa com a Vera para ir buscar algumas coisas para passar a noite em casa dela, deixamos as coisas no sofá e subimos ao meu quarto para eu fazer a mochila. Ela foi para a net e eu andei de um lado para o outro, entre arrumar as coisas e lanchar, passaram no máximo 20 minutos. Quando finalmente está tudo pronto para ir, a Vera não encontra a mala... Ok, diz ela, levei-a para cima. "Mas estava aqui, tenho a certeza...", digo eu. Não pode ser... Vasculhamos tudo. A mala dela estava no sofá, a minha ao lado. Da dela nem sinal... Começámos a achar que só podia ser uma piada de mau gosto.
A primeira coisa que me veio à cabeça foi "alguém me entrou em casa..." Não me enganei... Saio disparada para a rua e a primeira coisa que reparo é que a porta nem está no trinco. Confirma-se. O filho da p*** entrou e saiu em segundos e nem eu nem ela demos conta... O coração caiu-me aos pés... Como é possível? Eu vivo numa zona residêncial bastante calma onde estas coisas não acontecem... O meu vizinho vive lá há 10 anos e ficou tão estupefacto como nós. E no meio desta história toda, ainda tive sorte. Sim, porque se me tivessem levado a minha mala... Bem, levavam 2 telemóveis, um leitor mp3, a minha carteira com todos os documentos e com 500 euros lá dentro... Só de pensar nisso... E numa cadeira ao lado estavam as colunas de um amigo meu que as deixou lá da festa de passagem de ano.
Resumindo, a Vera ficou sem os documentos todos e o telemóvel, mas o filho da p*** não vai ter muito lucro, porque nem dinheiro ela tinha... As chaves e a carteira das moedas mais o leitor de mp3 tinha-os no casaco, ao menos isso.
Lá chamamos a Garda(nome da polícia aqui) e dois agentes vieram fazer o ralatório e dizer-nos que com um pouco de sorte a carteira com os documentos aparece por aí um dia destes. Ou não. Certo é que com luz do dia já vasculhámos as redondezas e nada. O mais certo é ter sido atirada para um canto qualquer com o resto das coisas que não lhe interessaram.
Lição imprescindível: nunca, mas nunca entrar em casa, nem que por um minutinho que seja, sem me trancar automaticamente a 7 chaves!
Impensável.
Siga pra bingo!!

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Tu que até arrumavas os sapatos debaixo da minha cama # 2


James Franco
Como diz uma amiga minha, levavas umas, levavas...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Parabens a Voce...

Parabens minha querida Helia!! Que seja um aniversario memoravel e que contes muitos!
Longe da vista mas sempre no meu coracao minha querida!

Que tenhas um dia fantastico! E dia 4 pagas um copo!
Hasta!

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Cinema da minha vida #4



Y Tu Mamá También


Já perdi a conta às vezes que vi este filme... E não me canso. O Bernal e o Luna mesmo no começo de carreira. Vale muito a pena.

Tu que até arrumavas os sapatos debaixo da minha cama #1

Manel Cruz

É português, canta que encanta, tem um sotaque maravilhoso e não, não é bonito, mas tem o factor je ne sais quoi... Ó Manel, já te perguntei se conhecias Dublin, certo?

Fumar ou não fumar...?


Primeiro apontamento: estou sentada no sofá da sala, com o portátil no colo, enroladinha em mim própria, a tv passa um filme daqueles típicos de domingo à noite (penso que é o Cate and Leopold, mas ainda não olhei bem), e lá fora, além de estar um frio de rachar, está o maior vendaval que vi desde que estou em Dublin. Até assusta. E falava com um amigo que chega de Portugal amanhã, que me dizia que tinha algum receio de aterrar em Dublin justamente por essa razão, aqui nunca fiando. É que para quem nunca visitou Dublin nesta altura do ano não faz ideia. Mete medo. Sabe muito bem estar aqui dentro, no quentinho, é verdade, mas há umas duas horas atrás vim do centro e nada que se assemelhasse a isto. É como se estivessemos na eminência de levar com um furacão tipo katrina... Ok, não quero exagerar, mas está muito agreste lá fora.
Seguidamente, gostava só de deixar aqui uma nota sobre a novíssima e fresquinha lei anti-tabaco que acaba de entrar em vigor em Portugal. Antes de mais, sou fumadora, há mais tempo do que gostaria de me lembrar, e admitindo que não me vejo a largar o vício nos próximos tempos, sou completamente a favor desta lei.
Para quem não sabe, na Irlanda é proibido fumar em TODOS os locais, exceptuando a rua, e ainda assim, há sítios onde aparece lá o sinalzinho a avisar os mais destraidos que, também ali, nada de fumo. Pois eu quando aqui cheguei, quase há 7 meses atrás, achei que isso iria ser terrível. Ir a um bar e não poder fumar? Estar na discoteca e não poder puxar da chupeta? Pois surpresa das surpresas, não me custou nada a habituar, muito pelo contrário. Mesmo em casa, nada de fumo, quem quer fumar vai ou à varanda, ou ao jardim. Pior mesmo é o frio nesta altura, mas uma pessoa acaba por até perder a vontade.
Ou seja, acaba por ser uma situação com a qual facilmente se aprende a lidar. Posso entender que para aquelas pessoas que têm um vício inveterado será muito mais complicado, mas para mim foi relativamente fácil. A única coisa que realmente me incomoda é que lá na empresa não há uma zona para nós(na rua, obviamente) que seja pelo menos abrigada, porque com o belo do irish weather, ás vezes é praticamente impossível... Se eu enquanto fumadora não tenho o direito a impor o meu fumo aos que não partilham do meu vício, então será que não é legítimo que tenha pelo menos direito a um espaço onde possa exercer o meu direito a poluir os meus pulmões e a minha saúde? Sim, eu tenho a plena consciência, eu percebo o que estou a fazer, mas faço-o a mim e a mais ninguém. Isto para reafirmar que sou totalmente a favor desta lei, só acho que a proibição deveria ser total, não só pelos não-fumadores, como também por todos nós, pessoas fumantes.
Quando voltei a Portugal em Setembro passado, o facto de estar num bar em que 50% das pessoas estavam a fumar, simplesmente tornou o ar quase irrespirável... E eu sou viciada, fará se não fosse! E acho que não fazia nada mal aos portugueses tomarem o exemplo civilizado dos meus amigos irlandeses e optarem pelo mesmo caminho, o que a julgar por algumas notícias que tenho vindo a acompanhar, não será nos próximos tempos. Qual ASAE, qual quê! O primeiro a dar o exemplo foi o sr. António Nunes. Mais uma prova que as regras são só para alguns, e pior, na tentativa de se "desculpar", afirmou que, e passo a citar (a nova lei)"não proíbe expressamente o tabaco nos casinos e nas salas de jogos"... Ora, segundo me consta, um casino, além de ser um local fechado, é também um local de trabalho, estando por essas duas razões, contemplado na lei como um dos locais em que o acto de fumar está expressamente proibido. É este o país que temos... Adoro Portugal, mas por esta e muitas outras razões agarrei uma oportunidade e zarpei. E se calhar um dia volto, mas já vi esse dia mais perto...

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Neve!


So para dizer que o meu desejo se realizou!
Ja neva!
Devagarinho e muito pouquinho, mas ja neva!!
Bom dia para todos!!

quinta-feira, janeiro 03, 2008

E quase de fim-de-semana

E hoje é que posso mesmo e verdadeiramente afirmar, estou exausta!
Elas não matam, mas moem, como se diz por aí... E já devia estar a dormir há pelo menos duas horas, mas adiante.
Aí está um ano novinho em folha, fresquinho, fresquinho. Sim, quando digo fresquinho falo muito a sério. Não faço ideia da temperatura neste momento, mas quando se sai à rua, dá a nítida sensação que alguém deixou a porta do congelador aberta... Brrrrrrrrr...
E parece que em Portugal é o dilúvio. Que chove e chove. Por estes lados por agora nada de água, mas se desse para o S. Pedro abrir a torneira agora, com este gelo, só se fosse para dar em neve. E eu até iria achar uma ideia interessante. Já que tenho de levar com o frio, ao menos que tenha direito ao pacote completo: telhados branquinhos, aquele som quase inaudível da neve a roçar a janela... Já nem peço neve suficiente para fazer um boneco, mas era bonito acordar um dia com tudo envolvido em branco.
E amanhã já é sexta-feira outra vez, o meu dia preferido da semana. E aposto que me espera mais um fim-de-semana daqueles. Pois venha lá que eu cá estou para me aguentar à bronca.
E para as despedidas de hoje, aqui fica a música do dia. Gosto da letra, do som e principalmente e muito, muito importante, do Manel Cruz! Manel, arrumavas os sapatos debaixo da minha cama sempre que quisesses... Ja conheces Dublin??
Hasta!


quarta-feira, janeiro 02, 2008

Constatação (ou o acender da lâmpada)

E compreendi agora, num rasgo de lucídez emocional, e depois de escrever um texto que foi um desabafo imenso ( e que não vou pôr aqui), que escrevi algumas coisas nos últimos dois meses em que a mensagem se destinava ao alvo errado... ou melhor, que o meu subconsciente me andou a pregar umas partidas.
E o meu coração anda neste momento literalmente a porrada com a razão, numa luta com direito a sangue, suor e lágrimas...
A minha vida segue nos próximos posts.
Bom 2008!

terça-feira, janeiro 01, 2008



Juro que não...
Juro que a minha pele mente, que os meus olhos fogem e que a sombra do desejo me apanhou mas não me venceu.
No refúgio da minha aparente abnegação, o meu corpo grita em silêncio, vergado à luta que me consome os dias. E o teu corpo tão perto e tão longe, uma proximidade velada de anseio, uma vida escondida, latente a esta realidade.
Uma noite. Nada e tudo. E o meu coração sente-se perdido neste mar que ondula, uma agonia de ternura, quase doce. E eu não posso... não posso... Foi a resposta e não há nova pergunta. Pelo menos que eu a faça.
I wish...
Can I make a wish?
....

"... and love is not a victory march, it´s a cold and it´s a broken hallelujah..."

segunda-feira, dezembro 31, 2007

2008 segue dentro de horas...


E ao ultimo dia de 2007….
Eu sei que disse que nao ia fazer balanco, mas apetece-me so fazer umas pequenas notas de um dos anos mais extraordinarios da minha vida.
2007 foi metade muito dificil e metade completamente inesperado. 2007 foi o ano em que a minha vida virou de pernas para o ar. Deixei tudo o que me era familiar, amigos, familia, terra natal e vim para Dublin, um pouco a aventura, sem saber muito bem o que me esperava, mas cheia de vontade de aprender e de viver. Encontrei amigos novos, sorri muito, chorei muito tambem, aprendi muitas coisas novas a nivel profissional e tambem a nivel pessoal.
Na primeira metade do ano sentia-me perdida, sem rumo, sem prespectivas para o meu futuro. Num emprego temporario, no qual me sentia completamente estagnada e com a sensacao de que a qualquer momento iria ficar no desemprego novamente e que para viver teria que voltar aos trabalhos que fiz enquantro ainda estava a estudar. E isso era uma prespectiva muito desanimadora. A minha vida pessoal tambem estava no mesmo de sempre, aquela sensacao de que algo esta a meio que me acompanha ha muito… Digamos que me sentia a desesperar. Ate ao dia em que recebi um telefonema que mudou tudo. E ca estou, faz dia 10 de janeiro 7 meses, o que parece pouco, mas a mim sabe-me ja a muito.
Se 2008 for algo semelhante a ultima metade de 2007, ja nao sera mau de todo. E claro que quero mais, que mereco mais. Nao faco planos porque a vida me ensinou que nada, nunca e como nos esperamos, por isso vai um dia de cada vez. Ainda assim, se pudesse pedir, desejar algo, seria menos lagrimas de saudade, muita saude e muito amor. E o que desejo para mim, desejo para todos os que eu amo, voces sabem quem sao, e tambem, obviamente, a todos (mesmo que pouquinhos), que por aqui passam no meu blog.

Logo a noite a despedida a 2007 sera em minha casa, com os amigos mais chegados. Que seja uma grande festa, cheia de gargalhadas e obviamente, algum (muito) alcool…
E que venha dai 2008 !

sábado, dezembro 29, 2007


Já aqui o disse antes, quando escrevo faço-o por instinto. Ora se ultimamente não me tem saído nada, então é porque algo não está como devia...

Quando me falta aquela gana da escrita, quando me sinto mais vulnerável ou mais em baixo fico completamente bloqueada.

E hoje apetece-me soltar, escrever o que me vier à cabeça, o que o intinto me ditar.

Coisas que odeio:

- Sentir coisas que não posso controlar.

- Sentir a vontade e o desejo e não poder sequer fazer um gesto...

- Ser assim...

-...

A garrafa de vinho faz-me companhia à falta de melhor. O que eu queria neste momento era não sentir nada, ficar anestesiada, sem sentidos e sem este peso no peito.

A propósito, tiveram um bom natal? O meu foi tristonho, falar com a família do outro lado foi complicado, sentir a falta do calor, do carinho, da ternura... E estar aqui, longe e com amigos recentes, que agora são a minha família de cá. Não é a mesma coisa, verdade, mas é o que a vida me deu, e eu não me posso queixar. tirando o episódio do fogão (que a meio do jantar deixou de funcionar!!), até correu bem. Sim, porque tecnologia a mais também dá maus resultados... Os fusíveis do fogão resolveram que precisavam de descanço, justamente na noite de natal, e o belo do jantar que eu estava a preparar foi à vida. E depois lá nos tivemos que amanhar com uma pequena improvisação. Não foi mau de todo, mas já não consegui fazer filhoses... Fiquei chateada! Mas o resto da noite até que foi mais ou menos. Falei com os meus pais e o meu mano, sei que gostaram das prendinhas que lhes mandei, e isso já foi muito bom. O resto... bem, o resto... O coração não pede permissão para as coisas que sente, daí...

E vem aí mais um fim de ano. Este ano, como já disse no outro post, não vou fazer nenhum balanço, muito menos fazer planos. Foi um ano difícil, mas ao mesmo tempo, de mudanças, para melhor. A minha vida mudou radicalmente. Quando eu menos esperava, quando tudo parecia difícil, uma luz ao fundo do túnel. E cá estou.

Agora é construir, é fazer caminho novo, é ser o que sou sem arrependimentos, tentar levar o dia-a-dia o melhor possível.

E eu que hoje queria escrever outras coisas... talvez amanhã.

Hasta!

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Merry Christmas!!


Ora entao diz que e Natal...
Neve, nem sinal. Frio, sim. Chuva, tambem...
Estou longe da minha familia. Este ano nao ha bolo rei. Vai haver bacalhau, ao menos isso, filhoses, talvez, se conseguir encontrar todos os ingredientes. E um Natal muito diferente. Nao ha lareira e a familia reunida a volta da mesa, a azafama dos preparativos, os abracos da praxe das tias e tios que nao vimos durante o ano, as gargalhadas do meu pai, o presepio e a arvore... Nao ha cheiro de Natal.
Estou num pais diferente, com amigos novos, tradicoes diferentes. Ja consigo sentir este lugar como a minha casa, mas nesta altura o coracao fica apertadinho, apertadinho... Porque mesmo que eu me esforce muito, muito, nao e a mesma coisa. O espirito nao esta la, ou pelo menos nao como eu o costumava sentir...
E se eu ha um ano atras imaginava que aqui estaria...
E vem ai um ano novo...
E este ano nao faco previsoes, tao pouco promessas ou planos. Este ano foi a prova de que tudo pode acontecer, num estalar de dedos, por isso, prefiro nao planear, nao desejar, nao sentir. Quando a meia noite bater, fecho os olhos e digo bom dia ao ano novo. E so. O resto... o resto o tempo o dira.
Bom Natal! Sejam felizes, pelo menos tentem, eu sei que eu vou tentar.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Dancer





" 'Cause I've cried days, I've cried nights
For the lord just to send me home some sign
Is he near ? Is he far ?
Bring peace to my black and empty heart"

And I will dance until my strength is over and my faith is gone. And I'll assume there's nothing in your eyes that my heart desires, because I can't desire you no more... But still I dream, and still I hope. Until the day someone steals you away...

domingo, dezembro 16, 2007

Breath Me




"Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
I've lost myself again and I feel unsafe"

sábado, dezembro 15, 2007

Poeira...



E se eu me partir em bocados, recolhes-me?
E o que hei-de fazer senão aquietar-me?...
E se eu tentar fazer do meu coração pedra, será que a dor desaparece?
E se eu morrer, sentes a minha falta?
E se eu me pintar de cores, será que me vês? E ainda assim, será que me reconheces?

Dia... mais dia..
Noite... mais do mesmo...
Poeira que me assenta nos olhos, que me tolda a visão... que me mata e que me atormenta.

quinta-feira, dezembro 13, 2007


Tic-tac... Tic-tac... O relógio marca o passo ao tempo. Estilhaços em cima da mesa, raiva finalmente libertada do corpo. Silêncio! Que ninguém te ouça! A dor é solitária e não precisa de compaixão.
No chão de pedra há mais vida que aqui dentro. Que desperdício, que pesar na alma, que delírio agonizante.
Só preciso que me arranhes a pele, que me mordas, que me queiras, que entres em mim, que me grites, que me puxes, que me agarres, que me beijes, que me segures, que me abraces... Só preciso que me saias da cabeça. Só preciso que deixes de ser uma sombra e ganhes forma real.

E só desejo, e só sonho.
E sonho... E depois a folha cai-me da mão, ali colada ao chão da minha vida, à espera. Sempre à espera... Abandonada e ignorada.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Sombra # 2


Não consigo ver-te. Está escuro aqui dentro, a luz chega-me a espaços num instante, para no seguinte me incendiar o olhar.

O gelo da tua distância enterra a minha esperança.

O não saber da tua voz para me guiar, não conhecer o teu cheiro, não provar o teu gosto...

Quem és tu? Porque me dóis se nunca te vi? Ou vi? Vejo?

Porque te sinto? Porque me sinto perdida por algo que desconheço, por algo que só o meu coração tolo ainda deseja e acredita?
És uma sombra em mim...


"You fly straight into my heart
But here comes the fall... "

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Regresso


Bem sei que quem passa por aqui se deve sentir um pouco desiludido, mas como já tinha referido anteriormente, não havia net em casa, daí a frequência de posts ser tão escassa. Felizmente esse pequeno contratempo já está solucionado, e eis-me aqui de volta às teclas.

Devo também dizer que a vontade de escrever tem sido diminuta, mais uma razão para o semi-abandono do blog.


Olho para o ecrã vazio e sinto-me impotente. A folha está em branco e eu ando aqui ás voltas a pensar com que palavras a vou encher. Se penso demasiado nisso sinto-me bloqueada, o próprio acto de pensar corta-me o desenrolar das palavras.
Um livro que me foi oferecido no meu aniversário, tem como personagem alguém com quem me identifiquei de imediato e que a dada altura diz: “ …através da escrita, tomo todos os dias consciência da minha identidade”. Isto resume muito bem aquilo que eu sinto e uma parte do que eu sou. Sempre escrevi por instinto, com uma voracidade por vezes descontrolada, os dedos a percorrer o teclado ao ritmo do pensamento, mas o raciocínio não está lá, pelo menos de forma perfeitamente consciente. Escrevo, escrevo, as letras vão surgindo, formando palavras, frases, texto. Quando esta espécie de exorcismo termina, aí posso ler, aí posso perceber. Só me apercebo do que me “saiu” de dentro quando leio. Quando digo que é um exorcismo, é porque há uma parte de mim que se desprende do corpo ou da alma e me passa para a ponta dos dedos sem que eu a consiga controlar, tão pouco compreender. Apenas findo esse período “fora” de mim posso contemplar o que está feito. Naqueles períodos em que me sinto em branco, é como se algo em mim não estivesse alinhado. E essa desconstrução enfraquece-me.
Hoje escrevo com consciência. As palavras vão surgindo de algo que me anda na cabeça há uns meses. Este texto foi pensado. Não o torna menos verdadeiro, muito pelo contrário, apenas é diferente do que posso considerar o normal da minha escrita. Precisava de pôr esta verdade por escrito, tendo noção dela. É engraçado porque não me sinto mais aliviada. Sinto sim que exteriorizei mais um pouco do que sou, que me percebi um pouco mais. Passo a passo.


Back on track!

Diz que...


Interpol - NYC(2002)
... foi um concerto e tanto! E eu estava lá!
"Got to be some more change in my life...
It is up to me now, turn on the bright lights..."

terça-feira, novembro 13, 2007

Posso?


Posso trancar isto no coraçao, accorrentar a mistura de angústica com alegria e excitação ao meu corpo?

Posso esquecer que as pernas me tremem e que me falha o chão?

Posso fechar os olhos e só sentir a paz do silêncio?

Posso?

E amanhã? E depois? E todos os dias a seguir?


"You're finally real, there's nothing fake.

A mystery now to me and you

Open my eyes and I'm next to you."

domingo, novembro 04, 2007


Consegui vir num pulinho a net para escrever umas linhas porque infelizmente ainda nao ha ligacao em casa e eu sinto falta da escrita.

Chegou o Outono e com ele as inevitaveis folhas caidas e o frio. E que frio! Nao estou a falar de friozinho de outono, estou mesmo a falar de frio de inverno, daquele que se mete pela roupa acima e nos gela os ossos!

O outono sempre foi uma das alturas do ano que eu mais gosto. Como chove muito aqui, anda sempre no ar um cheirinho bom a terra molhada. Quando chego a casa com o frio colado ao nariz, sabe tao bem o calor do aconchego da minha casa... E estar enroladinha no sofa a fazer zapping e la fora a chover. E sabe tao bem um chazinho antes de deitar, para embalar o sono...

So falta mesmo a ligacao da internet para me sentir completamente bem na minha nova casa.

Hoje e domingo e hoje nao ha ressaca. O fim-de-semana esta a decorrer de forma mais calma. ontem fui dormir cedo e na sexta tambem. Ms para compensar, hoje vou ver Manu Chao ao Phoenix Park e amanha vou para Glasgow passear um pouco e ver o meu Benfica na terca jogar com o Celtic. Dois dias de ferias que me vao saber maravilhas!! E em breve chega mais um amigo para trabalhar comigo.

E sinto que a minha vida esta exactamente onde devia estar...

Hasta!

sábado, outubro 27, 2007

Sem nome para o post...

E agora, um post finalmente com acentos mas com algumas falhas...
Isto porque o meu estado não é o mais normal... A culpa é do bacalhau à braz da Catia e do vinho do Super Valu...
Sabem o que é que me apetece dizer???
Não vale a pena... São coisas a mais.!!
Estou com os copos e depois???

Na penumbra sinto a tua presença e fazes-me falta. Na penumbra sinto o toque do teu cheiro e o som do teu riso...
Falta pouco e a minha loucura esmorece.
Até já!
Já tou... Ai tou, tou!!
Não é Vera???
Lol!!
Hasta!!

terça-feira, outubro 16, 2007


Ainda sem acentos...

Os ultimos dias foram um turbilhao. Mal cheguei e nem tive tempo para respirar fundo.

Mudanca de casa, actualizacao no trabalho, compras -ai o meu saldo!!- e preparacao da nossa festa de inauguracao. E um extra que me pos os nervos em franja... Aquele ditado que diz "cuidado com o que desejas, um dia podes consegui-lo"... Pois e, acho que quando menos se espera a vida da-nos assim um abanao de surpresa e prega-nos partidas. Neste caso, a surpresa e boa, muito boa, e so a considero surpresa pelo timing. Nao me passou pela cabeca que isto acontecesse tao depressa. E claro que fiz por isso, mas nao esperava que o resultado que eu queria me viesse assim tao rapido.

Prometo mais actualizacoes em breve..

Quanto a festa... Bem, foi giro. Muita cerveja, vinho e algumas surpresas. As pessoas divertiram-se e isso e que e importante. E eu diverti-me muito e gostei de ter toda aquela gente la em casa. E ficaram algumas historias para contar e para animar as conversas durante algum tempo... Mas isso e outra conversa...!

E agora, de volta ao trabalho!

Hasta!

quarta-feira, outubro 10, 2007

E agora...

...este post tem de ser sem acentos. Ainda nao ha ligacao de internet em casa, por isso, tem mesmo de ser aqui por este teclado.
Ora entao vamos la a ver se eu consigo resumir o meu regresso a casa em algumas linhas. Dificil, muito dificil…
Voltar foi como ter tido uma descarga de energia, foi recuperar um pouco da vitalidade que nas ultimas semanas me tinha abandonado. Foi um sorriso aberto.
Eu julgava que o que mais me fazia falta eram as pessoas, que me bastava ve-las e toca-las e aquela ansiedade toda passava. Mas estava enganada. Obviamente que as pessoas que amo sao a coisa mais importante na minha vida, mas descobri que as coisas mais simples, como o cheiro do meu quarto, o aconchego do meu sofa, o pisar no acelerador do carro, apertar as orelhas ao meu cao… essas coisas faziam-me uma falta… falta da qual so me apercebi ao voltar.
A primeira sensacao ao sair do aviao foi a de que o ar se respira de maneira diferente. Provavelmente tem a ver com a temperatura, ou e apenas imaginacao, nao sei, mas sente-se a diferenca. Depois causou-me um pouco de estranheza ouvir as pessoas a minha volta a falarem portugues… todas ! Apenas e so portugues. Trabalho com portugueses e falamos portugues o dia todo, mas ouvimos italiano, espanhol, frances e ingles ser falado todo o dia. E vou a rua e ouco ingles por todo o lado. Quando cheguei ao Porto e a minha volta so ouvia portugues foi estranho. Ja nao me lembrava qual a sensacao de estar completamente descontraida sem ter de me preocupar em pensar para falar. Sim, porque apesar do meu ingles estar bem melhor, ainda tenho que pensar para falar, nao sempre, mas muitas vezes.
Depois comecou a aventura. Alias, eu devia chamar-lhe outra coisa, mas agora nao encontro as palavras adequadas. E que a minha semana, alem de ter sido muito boa, foi tambem muito atribulada. Comecou logo na viagem para casa. Um camiao que estava estacionado a nossa frente no estacionamento do restaurante deu uma pancada no carro dos meus pais e fugiu. Vai dai, visitinha certa ao bate-chapas. Seguidamente, em plena auto-estrada, um pneu resolve furar. « Mau, a coisa comeca mal », pensei eu. Mas nao, nao foi so. Ao tirar aquelas ferramentas todas necessarias para a mudanca efectiva do pneu, descobrimos que a chave que tinhamos nao dava para desapertar a roda. Boa !! Valha-nos o facto de o meu pai ter uma empresa de transportes e ter um funcionario na zona, caso contrario la tinhamos ficado a espera de uma alma caridosa ou da assistencia em viagem.
E isto foi so no regresso !
Foi muito bom ver os meus amigos, rir-me com eles, desfrutar da sua companhia. Uma das minhas melhores e mais antigas amigas casou-se e eu tive o prazer de estar presente. A minha mae fez anos eu tambem la estive. Conheci finalmente a namorada do meu irmao. Estive com a minha familia. Brinquei com o meu cao doido. Tirei fotos, nao muitas mas as que queria e com queria tirar.
Foi uma semana terrivel para o meu coracao, pobre dele. Se eu ca muitas vezes o sinto apertado com saudades, la, ao estar com todos os que me fazem ca tanta falta, ele parecia que queria rebentar do peito. As vezes fechava os olhos e respirava fundo e dizia para mim que tinha que aproveitar bem, porque em pouco tempo ia embora outra vez e que ia voltar a sentir aquela dor no peito.
Vivi estes dias como pude. Sou, e volto a repetir como ja o fiz varias vezes, uma previligiada. Tenho uma familia e uns amigos fantasticos ! O meu ultimo dia, ou melhor, a ultima noite em Portugal aqueceu-me o coracao. Foi sem duvida uma das melhores noites que tive em muito tempo. Consegui juntar algumas das pessoas mais importantes da minha vida e quando penso nisso as lagrimas veem-me aos olhos. Sinto-me inundada por este amor que vos tenho, a voces todos, voces sabem quem sao.
Foram portanto uns dias felizes que me encheram de forca para os proximos tempos.
A parte tudo isto, ha ainda a parte comico-tragica, isto porque acho que tive mais azares nesta semana que no resto do ano ! Alem da historia do carro logo no dia de chegada, os carros la de casa resolveram avariar todos ! A excepcao foi o carro do meu irmao. E para cumulo, chegaram a avariar ao mesmo tempo. Para ajudar, eu ia dando cabo do carro a minha mae. Digamos que aqueceu demais e … o resto ja podem imaginar. Felizmente nao foi nada de grave.
E agora…
Agora ca estou novamente, voltei aqui a terra dos Lepearcons, cheia de vontade de trabalhar e de dar o meu melhor. O meu coracao, ou pelo menos parte dele ficou em Portugal. Desta vez foi muito mais duro despedir-me. O ideal seria trazer toda a gente para ca, isso e que era ! Mas infelizmente isso e so um sonho que fica no coracao para me reconfortar nos momentos mais dificeis. E pode ser que aquilo que deixei la entretanto venha ao meu encontro, quem sabe ? A vida e cheia de imprevistos e de reviravoltas. Alem disso estou de bracos abertos para receber quem quiser me vir visitar.
Alguem quer vir ???

sexta-feira, setembro 28, 2007

Regresso

Cheguei!
Sã e salva, quase meia-hora antes do previsto, cidade invicta de braços abertos e sol radiante para me acolher!
Pisar este chão após 3 meses e meio de ausência teve um sabor muito, mas muito agradável. Ver os meus pais e regerssar a casa, ainda melhor!
Foi um voo tranquilo, e tirando o facto de o carro dos meus pais ter sido albarroado por um camião que logo se pôs em fuga(os estragos não foram muitos, valha-nos isso!) e termos tido um furo em plena auto-estrada, a viagem até casa até que foi boazinha.
E sentir o cheiro da minha casa, deitar-me na minha cama, enroscar-me no meu sofá, comer a comidinha da minha mãe... Nem que fosse para ficar só um dia, valeria a pena. Não é só um dia, felizmente, serão 9 e tenciono aproveitá-los o melhor possível.
Posto isto, let the fun beggin!!

segunda-feira, setembro 24, 2007

Quase...


Ando por estradas de memórias soltas sem rédea, palavras e gestos guardados no coração.

Estás tão perto... Quase que te sinto o cheiro e o pulsar. Quase te ouço o som e o silêncio cheio. Quase te abraço a luz, quase te vejo a fortaleza que te guarda lá do alto.

Quase...

Umas horas mais e piso-te o chão.

Até já...

sexta-feira, setembro 21, 2007

Hoje...

...o dia caiu-me em cima como uma névoa, disfarçada e traiçoeira. Pesam-me as horas que se arrastam, vozes estridentes... Estou cansada, admito.
Misto de alegria e tristeza, estou assim, no limbo. Estou quase de visita a casa, só faltam uns dias... Falta-me o poiso aqui, o ninho em que finalmente me possa acomodar. Só ainda não sei quando isso será...
E agora, para o aconchego...
Radiohead - Street Spirit(1995)

segunda-feira, setembro 17, 2007

Good Luck

Vanessa da Mata e Ben Harper - Boa Sorte(2007)

domingo, setembro 16, 2007

Gota




Não há verdades absolutas. A complexidade do que somos, do que todos e cada um idividualmente é, nunca, jamais será uma definição que começa e acaba em si mesma, sem princípio nem fim.


Ocorreu-me isto ontem quando o meu olhar se cruzou com algo que só posso definir como medo, ou solidão, ou aceitação resignada de uma realidade tão oca quanto infinita nas suas possibilidades. É tudo uma questão de perspectiva. E de coração, obviamante. Eu vejo tudo sempre com o coração. Pois... E ia dizendo que o meu olhar, ainda que talvez um pouco turvo - consequências do meu estado já um pouco ébrio - captou um raio de luz, muito ténue, mas a pedir para explodir de vez. É engraçado que ás vezes baixamos a guarda e num segundo deixamos que nos "vejam". E esses momentos são assim uma raridade, uma esperança que me nasce no peito, uma mão pousada no meu ombro, um abraço da vida que me sopra ao ouvido que se calhar, assim num rasgo de alegria espontânea, ainda há uma forma, ainda há um caminho. Ainda vale a pena ser assim...


E ontem, assim numa fracção de segundos, um instante apenas, a máscara caiu e eu "vi". Está lá, pois claro. Mas tão escondido, tão escondido, que acho que ás vezes nem sabes que está aí dentro. Mas eu vi! Que desperdicío... Queria ter-te puxado, queria ter-te gritado, queria... Não posso querer nada porque não tenho esse direito. Cada um vive e sente conforme acha ou pode. Mal é que ninguém é verdadeiramente honesto, nu e cru, ninguém. Eu não sou. Mas tento. Por isso esta lágrima permanentemente à espreita.


Essa luz, esse rasgo de verdade, esse medo, essa aflição pela descoberta. Essa gota de pureza.Está no teu olhar. Pelo menos esteve por um instante. E eu vi...


Espero ver essa gota outras vezes, vinda assim, do inesperado, de uma parte da história que não é contada...

terça-feira, setembro 11, 2007

Calmaria

Scott Matthews - Elusive

Arrepio... Tanta calma e paz, o ideal para o momento.
Transportou-me para fora de mim.
Alguém consegue ver a semelhança da voz com outro senhor infelizmente já desaparecido? Agora lá vou ter eu de arranjar o albúm...

Sobe. Pendura-te por mim acima. Sabes que é díficil, sabes que cá de cima o ar é mais leve. Enrola os teus braços em mim, puxa-me, aperta-me!! Luta por mim porque eu já não me mexo, eu já me tornei quase pedra, quase inerte, quase...

Puxa-me, puxa-me! Sobe, pendura-te nos meus braços de aço, segura-te se ainda acreditas. Eu não sei se ainda acredito, só sei que já não faço por isso.

Sobe, pendura-te em mim uma vez, só uma... Acredita que dói, mas aqui em cima... Aqui em cima o ar é mais puro.


quarta-feira, setembro 05, 2007

...


Porra!!


terça-feira, setembro 04, 2007


Não me posso queixar de monotonia, mas também...! Nunca mais descanso. Ainda agora me mudei, e lá vou ter eu de fazer as malas de novo. Meus amigos, os irlandeses são mesmo... nem sei que palavra usar!Isto porque a minha nova senhoria resolveu, de um dia para o outro, que o mercado está a mudar e que as rendas estão muito baixas, e vai daí, toca de nos aumentar a renda para uma verdadeira exorbitância. Ainda nem estou em mim. E a arrogância? E a falta de palavra? Para quem há 3 semanas prometeu que não aumentava a renda nos próximos 6 meses, estamos bem sim senhor. E agora o meu flat mate tem de decidir se quer mudar para o outro apartamento que ela nos quer impingir, muito mais pequeno por sinal. E eu fico a morder a língua porque não me posso pronunciar. Se ele quiser ficar, muito bem, senão, o que vou fazer? Procurar outro pouso, que remédio... Tá dífil assentar. Começo a achar que a minha colega tem razão quando me perguntou porque não me mudava eu para o centro?? Se calhar é tempo de pensar nisso. Mas não me apetecia nada sair daqui...

Adiante!

Fim-de-semana sorridente, bastante agitado. Pelo menos serviu para me estampar um sorriso na cara por uns dias. Tirando a multa... mas isso é outra história que quando estiver na disposição vos conto.

E agora o que me apetecia mesmo era ir dar um passeio até ao centro, ao St. Stephens Green, um parque fantástico que há mesmo no centro. O meu sítio preferido de Dublin. Só de lá entrar já me sinto em paz. Uma benção. Talvez para a semana, na minha folga.

E já só faltam 23 dias... Ainda...

quinta-feira, agosto 30, 2007

Se eu pudesse traduzir-me numa imagem hoje...


... era assim.


Cansada. Melancolica. Meia apática de repente.

Deve ser da mudança. Novo poiso. Se calhar é nostalgia.

Não sei mas estou assim a modos que tristonha e solitária.

E nunca mais acaba a semana...

E 27 de Setembro? Ainda falta muito?

segunda-feira, agosto 27, 2007

Máscara(s)


E dizia-me uma amiga há pouco que tenho de dançar ao ritmo da música que me dão... Queria com isto dizer que ser verdadeira não me trás vantagem nenhuma, muito pelo contrário. E eu sei que infelizmente ela tem razão. Na prespectiva da sociedade, verdadade, verdadinha. Por isso é que tantas vezes me sinto tão estranha, tão encolhida em mim. Estas pessoas todas representam um papel, usam uma máscara para ocasiões diferentes e consoante a pessoa a interagir.Há demasiados silêncios sufocados por estas máscaras. Eu faço o mesmo, certo, mas não quer dizer que goste. Mas ainda assim sei que sou transparente, que fingo e minto muito mal e que por causa disso muitas vezes assusto os que me rodeiam.

Isto a propósito de um desabafo no msn com uma amiga que está em Portugal. Perguntava-me ela porque é que não tinha escrito nada ultimamente(além do blog), e eu a dizer-lhe que há alturas em que não me sai nada, o que quer dizer que há alguma coisa que não está bem. Costumo escrever por impulso, muitas vezes de uma forma um bocado descontrolada, tanto que por vezes só depois de escrever e ler o texto com cuidado para corrigir possíveis erros, me apercebo do que realmente quis dizer ou do que estava a sentir. Um pouco como neste momento... E dizia-lhe eu que me sentia um bocado triste e frustrada. Um paradoxo na minha vida. O trabalho corre-me bem, encontrei novos amigos e agora, até já encontrei casa! Mas continuo a sentir que uma parte de mim está adormecida. Não que seja por minha vontade, porque o que eu muito queria era poder ser eu plenamente. Mas neste momento não é possível, e não sei quando será. Descobri que continuo a "assustar" os outros com a minha forma de sentir, que sou demasiado pura em muita coisa e que por causa disso vou sempre magoar-me mais. O meu coração é assim e eu vou atrás, apesar de muitas vezes querer demonstrar o contrário, isso sou só eu a tentar dançar ao ritmo do mundo. Sou eu a fingir que alinho no jogo, só porque sei que não sou a única que sente isto. Um dia destes pode ser que encontre alguém que realmente queira ver essa parte de mim que agora está escondida. Essa parte de mim que anseia por dar, e por se dar. Alguém que não tenha medo de se dar também, que queira arriscar. Alguém que me "veja", que queira partilhar. Alguém que consiga discernir para lá do comum, para lá do que toda a gente diz, sente e pensa. Alguém que não tenha para me dizer que só me vê como amiga. Disso tive a minha vida toda e ainda bem, quer dizer que muita gente me considera amiga. Mas também tenho direito a mais. Mereço mais.

E com esta conversa, acabámos as duas a fazer planos para a minha ida a Portugal, já daqui a um mês. Ainda falta um mês... e eu já com as lágrimas nos olhos, como habitual e ela a dizer-me para eu me preparar porque temos que pôr mais de 3 meses de conversa em dia! E o meu coração ficou apertadinho... Já faltou bem mais.

E só para finalizar, e como já referi de passagem há umas linhas atrás, já tenho casa. Pois é, o moço lá decidiu que eu até tinha bom ar e ligou-me hoje a confirmar que o quarto é meu a partir desta semana. Amanhã ajusto pormenores e fico com a conta bancária mais magrinha, mas já vou ter o meu cantinho. Um alívio portanto. Além disso, para fazer a mudança só preciso de me meter no elevador, andar um pouquinho com a trouxa atrás e estou na minha nova casa. Pois é, vou ser vizinha aqui dos meus anfitriões. Saio do 26 para ir viver no 11. Pelo menos compensou ter estado tanto tempo para decidir o que fazer. Fico perto dos amigos e do trabalho, não posso querer melhor.

E agora, vamos a dormir, ou tentar, que amanha(hoje), tenho de trabalhar.

Hasta!
P.S. E vou tentar que as minhas máscaras sejam a cada dia que passa mais transparentes.

domingo, agosto 26, 2007


Já não sei porque ainda me surpreendo. Melhor, nem sequer é surpresa, é o espanto de quem ainda acredita, apesar de tudo. Ás vezes a ingenuidade tolda-me a percepção da realidade. Sinto as coisas com o coração aberto e tudo, mas mesmo tudo me afecta. Sou ainda incapaz de ser com a cabeça. Nunca serei daquelas pessoas frias e distantes que parecem distantes da vida. Sei que ás vezes pareço distante mas é puro engano. É tudo insegurança e medo. É tudo uma vontade imensa de sugar a vida, com o coração a tremer e as mãos sedentas do toque...
Lágrimas só me aumentam a sede, a saudade e a tristeza. Faço-me de forte porque lá fora o mundo continua sem mim. As nuvens passam à velocidade desta batida infernal dentro do peito e já nem as gargalhadas cheias dos amigos me chegam. Os ouvidos estão surdos, as mãos paralisadas dentro dos bolsos, o olhar cheio de água, os passos apressados que querem fugir.

Nothing I can do, nothing I can say. I'm always here. Heart open, heart broken. This is my truth, no need to tell me yours, I already know it, it's the same last time.
Noboby really sees me, but everyone thinks that knows me.

terça-feira, agosto 21, 2007


Sem acentos, e vai mesmo assim. So para dizer que vou hoje ver um quarto, que espero, seja a minha nova casa nos proximos tempos! E fica ja aqui perto, e perto dos meus amigos, just next door. Desejem-me sorte!


Hasta!

domingo, agosto 19, 2007

Domingo

Cada vez gosto menos dos domingos. Domingo em Portugal era sinónimo de dia passado no sofá, literalmente a vegetar. É um daqueles dias em que só me apetecia ficar quietinha no meu canto, e quanto muito saía um pouquinho à noite para um café com os amigos para uma conversa mais amena. Mas desde que cheguei a Dublin os domingos passaram a significar solidão. Detesto esta sensação, como se estivesse a desperdiçar alguma coisa. Ficar em casa, a olhar para ontem e a desejar ter os meus amigos aqui, pelo menos para matar esta sensação que me dói no peito. Fiz outros amigos aqui, disso não posso queixar-me, mas ao domingo está tudo para o mesmo. Deve ser mal geral.
Agora estamos todos cá em casa. É este sentido de união que vai tornando as coisas mais fáceis à medida que os dias passam. O pessoal junta-se e vai jogando conversa fora, bebendo uns copos, ou, neste caso, um cafezinho português, uns jogos de Pro Evolution Soccer e comer uma chouriça bem portuguesa, acabadinha de chegar lá do nosso cantinho à beira-mar plantado. Um vinho bom a acompanhar e está o convívio organizado. Não fossem estes momentos e era tudo muito mais difícil.
E agora deixo aqui a música do fim-de-semana, a que me põe mais bem disposta e que apesar de já ter uns anitos, me animou muitas e muitas noites. E porque não hoje também?
Hasta!
Seven Nation Army - White Stripes(2003)
AH! Já me esquecia de fazer um comentário. O Benfica ontem parecia o Alegre Unido a jogar nas regionais( o clube da minha freguesia)!! Uma anedota! E mais não digo porque sinceramente fiquei sem mais palavras... Uma nódoa. E o Vieira que não venha com desculpas e teorias da conspiração de vão de escada. Se eu não gostasse tanto da bola...

quinta-feira, agosto 16, 2007

Sem nome...


Como chamo a isto?


Que coisa...! Já não escrevo nada há uns tempos, assim alguma coisa que me apeteça mesmo. A bem dizer, nem sei muito bem o que me apetece, ou se me apetece.

Estou assim à beira da minha imaginação, ou melhor, do meu sentir. Como se me estivesse a ver de fora.

Diz-se que só se sente falta das coisas quando já não as não temos. De acordo. Então e o que nunca tivemos? Então e sentimentos, também funciona da mesma maneira? Suponho que da forma que se possuem as coisas não se possa possuir sentimentos. Então e se não há essa coisa da posse com os sentimentos, então... Sinto coisas novas, coisas antigas, coisas do agora e coisas do antes. Ás vezes estou triste, abandonada a uma transparência muda do meu coração, ás vezes fico feliz, um raio de sol basta-me. Mas também basta uma gota de chuva e um empurrão da saudade. Ai saudade! O meu peito abre-se ao pranto. Acordo com o sabor da distância, o som do horizonte. Construo castelos de palavras para entreter a vontade de adormecer a vida.

Sinto, muito... Gostava de ser diferente, de não sentir a batida e o encantamento, de ser mais fora do que dentro. Não queria sentir isto... isto a que não sei dar nome.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Wishes

Pearl Jam - Wishlist(1998)
"I wish I was a neutron bomb for once I could go off
I wish I was a sacrifice but somehow still lived on
I wish I was a sentimental ornament you hung on The Christmas tree
I wish I was the star that went on top
I wish I was the evidence
I wish I was the grounds For 50 million hands upraised and open toward the sky
I wish I was a sailor with someone who waited for me
I wish I was as fortunate as fortunate as me
I wish I was a messenger and all the news was good
I wish I was the full moon shining off a Camaro's hood
I wish I was an alien at home behind the sun
I wish I was the souvenir you kept your house key on
I wish I was the pedal brake that you depended on
I wish I was the verb 'to trust' and never let you down
I wish I was a radio song, the one that you turned up
I wish... I wish... "

sábado, agosto 11, 2007

Não posso...


Não! Não posso...

E mais não digo...

sexta-feira, agosto 10, 2007

E se...


E se me apetecer:

- ser feliz, um bocadinho...

- sorrir, muito, muito, com a alma...

- beliscar-te devagarinho para sentires o meu toque...

- desejar-te...

- ser tola...

- deixar de ser parva e fazer o que me apetece...

- gostar de ti...


Posso?

quarta-feira, agosto 08, 2007

If you could...

Aimee Mann - Save Me(1999)
But can you save me
Come on and save me
If you could save me ...

segunda-feira, agosto 06, 2007

Stop whispering, start shouting!

Hoje há:

- chuva de melancolia e frio para o aconchego;
- o fumo de um cigarro entre os dedos sedentos do toque;
- um desejo saído da confusão ébria;
- uma vontade sem caminho;
- silêncio:
- uma canção para me embalar.

Radiohead - Stop Whispering (1993)

Futebol e azar, muito azar


Vou então falar um pouquinho com o senhor. Sim, que um dos meus amigos diz que quando venho ao meu blog, venho falar com o senhor, sendo o senhor o meu blog, obviamente, nada de conotações religiosas por favor.

E eu já não vinha falar com o senhor há uns dias.

Foi uma boa semana. O trabalho vai correndo bem, vontade de melhorar muito mais. Bom ambiente, bons colegas.

Quarta-feira, jogo da bola. Pois, eu agora não quero outra coisa. Mas desta vez tive azar. Fomos jogar para um relvado para o qual não estava devidamente equipada. Não tenho chuteiras, jogo com umas sapatilhas velhotas da Pull & Bear que, obviamente, são tudo menos adequadas para jogar futebol na relva. Para ajudar, o relvado estava molhado e tinha sido cortado há pouco, tendo ficado as aparas soltas. Resultado: 5 minutos depois estava estatelada ao comprido e tinha uma dor muito manhosa na virilha direita. Não há mais jogo para ninguém. Doía para andar, quanto mais para correr ou chutar. E não fui a única. O meu colega de casa também fez uma lesão num músculo e também acabou a ver os outros do lado de fora do campo. Os irlandeses do costume lá estavam para nos desafiarem e parece que ficou acordado um joginho para todas as quartas-feiras.

E na onda do futebol, sexta-feira era dia do grande desafio Itália-Portugal, com direito a aposta e tudo. A equipa perdedora teria que afixar um poster da selecção vencedora. Um desafio interessante que os nossos portugas estavam ansiosos por disputar. E eu que estava toda contente por ir dar apoio... Sim, porque não houve jogo. E porquê? Porque parece que nesta cidade, fora do centro, se tiveres que ir a algum lado e não der para ser de LUAS, então as alternativas são poucas. Ou vais a pé, o que para o caso não dava muito jeito porque era longe, ou de táxi, que fica mais caro, ou de autocarro, que pensámos todos, seria a opção mais viável. Pois... O autocarro que passou primeiro, segundo o motorista não passava onde queríamos ir. Logo a seguir, o rapaz que estava na paragem diz-nos que não, que aquele autocarro, que entretanto foi embora, era o que nós queríamos. Pois é, mais 45 minutos de espera e de autocarro, nada. E quando o tempo começou mesmo a apertar, toca de chamar táxis. Opção mais lógica pensámos nós... Mais uma vez sem sorte. Conclusão: nada de jogo. Assim se perde uma disputa por falta de comparência.Alguém falou em azar?? Cúmulo! Como é possível que uma pessoa precise de um transporte e a única coisa com que pode contar é com as pernas?... É no mínimo ridículo. Para não falar no facto que os meus colegas ficaram muito mas muito chateados.

Ontem foi dia de compras e de jantarinho em casa dos amigos aqui do lado. Muita cerveja e muita conversa e já fui dormir com o dia a nascer.

Hoje, umas comprinhas para me equipar para o futebol(lá estou eu outra vez), e resto do dia para o descanso. E amanhã lá vamos nós outra vez para mais uma semana de trabalho. E a chuva voltou! E em Portugal está um calor abrasador! E as pessoas estão de férias, na praia...

E agora vou dormir que já são horas.


Hasta!