
sábado, maio 19, 2007

segunda-feira, maio 14, 2007
Que de Mim??
sexta-feira, abril 27, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
Baque

Quando há qualquer coisa que nos sufoca e os dias são iguais a outros dias e por dentro o tempo é tão voraz
Quando de repente num segundo qualquer coisa me vira do avesso e desfaz cada certeza do meu mundo
Quando o sopro de uma jura faz balançar os dias
Quando os sonhos contaminam os medos e os cansaços
Quando ainda me desarma a tua companhia e tudo o que a vida faz em mim
Quando o dia recomeça e a noite ainda te prende nos seus braços e por dentro te rebenta um mar
Quando a cidade te esconde e o silêncio é o fundo das palavras que te esqueces de gritar"
quarta-feira, abril 25, 2007
Retorno

Escrevo hoje com a ânsia na ponta dos dedos, as ideias são mais rápidas que os dedos. Não consigo passar tudo para fora, tudo o que me apetece, por isso vai aos poucos.
A vida corre ao ritmo de sempre, nada de muito significante a assinalar. Trabalho rotineiro e a cada dia que passa mais frustrante. O voltar a casa sempre com uma sensação de vazio no peito, como se a vida estivesse a ir numa direcção e eu na outra, exactamente oposta. Que isto passa, que é uma fase me dizem, e eu digo também a mim própria constantemente. Mas eu acho que não tem nada a ver com fases, acho sim que eu é que sou a fonte dos meus próprios problemas. O que eu penso, sinto e acredito reflecte-se no universo à minha volta. Daí que, para mudar a minha vida, tenho de me mudar a mim. Mas isto é uma conversa para outro dia, hoje não me apetece pensar muito. O dia lá fora está cinzento e triste, eu com ele triste vou ficando.
Antes de me ir embora, só um apontamento final. Nos últimos dias deparei-me com situções em que pessoas que me são queridas sofreram em consequência da cobardia de outros. E parece que agora é moda! Para todo o lado que me viro, por cada pessoa que falo, lá vem mais um história, mais um "filme". Está tudo doido ou sou eu que sou anormal? Homens e mulheres perderam a cabeça, só pode. Ou então eu só acordei agora para a vida. Ou, melhor, e como eu já suspeito há muito tempo, eu é que não sou normal. Como me dizia uma amiga ontem: "Não és cabra! As cabras é que se safam!" Pois, penso que tens razão...
quarta-feira, março 21, 2007
1 ano de existência!

E pronto, parabéns ao meu cantinho, e mais uma vez, a quem se dá ao trabalho de aqui parar por uns momentos para ler, o meu sincero agradecimento. Bem hajam!
Bizzus!!
domingo, março 04, 2007
Fim-de-semana
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Vaga
would they be kind enough to comfort me?...
A manhã, a tarde e a noite. O sol, a lua. O dia e a noite. Eu e o mundo. O pó e a chuva. A terra e a poeira. Sou agora isto. Sou tudo mas não sou absolutamente nada. Sou a vaga de mar a morrer-me na vida...
sábado, fevereiro 10, 2007
Depois
Eis senão quando... sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Manifesto
Eu até nem era para escrever nada hoje... juro!! Mas pronto, sai-me assim o que hei-de eu fazer?Estou, primeiro que tudo, cansada. Viver, ser eu, tem sido nos últimos tempos, sobretudo, esgotante. Sim, já estou a ouvir o coro... "Não sei porquê... tanta gente que gostava de ter a sorte que tu tens, as regalias e os privilégios." Pois eu sei meus amigos, eu sei disso tudo. Mas porra!!!! uma pessoa não podes estar bem o tempo todo, é humanamente impossível. E eu agora quero a minha parte de tristeza, a minha parte de lamento e desilusão. Afinal, a vida não é perfeita( ai os clichés...).
Estou cansada. Das cores e dos odores, do cheiro do mundo, das vozes à minha volta que não me dizem nem acrescentam nada. Estou cansada de lutar e de fingir que me aguento à bronca quando o que realmente me apetece é baixar os braços e desistir, nem que seja por um mês, um dia ou apenas um minuto. Também tenho direito, não? Se as coisas me sabem assim porque não hei-de eu senti-las assim, só por um bocadinho? Sem sentir o amargo jamais apreciarei o doce, certo?
Então esta hora é de lamento e de ressaca. É hora de espernear, de gritar e chorar. De lavar a dor, de me censurar por tudo o que fiz de errado e sofrer de uma vez por tudo o que me magoou no passado. Talvez assim consiga limpar a alma e deixar isso tudo para trás de uma vez. Começar de novo... Soltar amarras e seguir em frente. Mas sinto que para isso tenho primeiro que passar por este estado febril em que a dor me morde no peito e as lágrimas me dançam nos olhos. Talvez depois, quando esgotar todos os processos me consiga finalmente erguer e partir.
E pronto. Acaba aqui o manifesto. E já foi um exercício demasiado penoso para o meu cérebro, que coitado, tenho maltratado muito ultimamente. Já não me apetece mais pensar, como disse o outro "pensar é estar doente dos olhos..."
Agora é só coração. Quando os dois voltarem a funcionar em sintonia eu dou notícias.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias dememória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Mahatma Gandhi
domingo, dezembro 31, 2006
Olá 2007!

segunda-feira, dezembro 25, 2006
O após...

Para mim, apesar de ainda faltarem alguns minutos para o dia se dar por terminado, o Natal já lá vai. Confesso que este ano o espírito andou um bocadinho longe de mim. O Natal, no meu entender, é sempre sinónimo, não de prendas, compras e afins, mas de família reunida, almoços e jantares, filhoses. Este ano, apesar de ter isso tudo reunido, faltou algo. Não o consigo traduzir por palavras, tão pouco o sei explicar, dar-lhe uma razão ou um fundamento. Não sei se se deve à ausência do meu irmão, que está a muitos milhares de quilómetros daqui, se aos problemas de trabalho que tive nos últimos tempos, mas a verdade é que este ano o Natal soube menos doce, menos aconchegante, menos cheio de gargalhadas e rolhas de champanhe a saltar.Tive a ceia de Natal, com a família(muito reduzida este ano, é verdade), até a missa do galo não faltou. Falei com o meu irmão no outro lado do mundo, recebi dezenas de mensagens festivas, tive uma despedida calorosa por parte dos, agora, meus ex-colegas de trabalho, até recebi noticias de amigos com quem não falava há anos...
Continuo com a sensação de que o espírito natalício este ano não quis nada comigo. Não importa, sei que o mais importante, o que realmente importa, está aqui, ao meu alcance. Está aqui tudo o que me faz feliz. E se alguma coisa faltar, sei que há-de vir, se não agora, mais tarde. Mas sei que vem.
Por isso, nesta "ressaca" pós Natal, só posso desejar que tenha sido um grande Natal, para todos, e se há por aí alguém que como eu não se sentiu tão entrosado no espírito, paciência, pró ano há mais, e como dizem, Natal é quando um Homem quiser, certo?
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Autumn leafs... autumn leaves...

Hoje é o último dia de Outono.
Há uma cama de folhas lá em baixo no parque. Todos os dias, na minha caminhada matinal para mais um dia de trabalho, me embrulho com elas no pensamento. Deito-me ao chão para sorver o cheiro da terra, para me envolver com o calor deste sol que brilha lá ao alto.
Foi-se a chuva, o dilúvio. Foram-se os passos apressados das gentes. Veio o frio e o sol para dar alma e brilho aos dias.
E amanhã... Bom dia Inverno, bom dia!!
E já a saudade do castanho-ouro das folhas, já a melancolia amena do vento me doem sem querer...
As folhas do Outono...
O Outono que me deixa... e com ele a quietude.
Até breve.
segunda-feira, dezembro 18, 2006
sexta-feira, dezembro 15, 2006
... em ti
Deixa-me embrulhar em ti... perder-me em ti... e depois, encontrar-me, em ti, ainda em ti...
Gosto, gosto muito. Desta banda, deste som, destas palavras, destas sensações...
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Sem Palavras...

Hoje é um desses dias. Há uma imensidão de sentimentos dentro de mim, um desaguar de impressões e momentos que se colam ao meu reconhecer.
Hoje não sei traduzir o que sinto. Hoje não alcanço o meu silêncio e quietude interiores necessários ao meu palavrear habitual.
Hoje é dia de mim, é dia dos meus passos atrapalhados, das minhas mãos trémulas... É dia da minha boca suspensa num beijo truncado, ainda incompleto... É dia de respirar o teu cheiro em cada esquina... É dia de ter o coração aconchegado na memória da tua mão na minha... É dia de confessar a minha quase rendição... É dia de paz e de espera... E é dia de sol em mim...
Hoje deixo-me ir. Hoje não penso. Hoje sinto e engulo o medo sem culpa. Hoje esqueço o mundo e as suas amarras. Hoje sou livre. Hoje sou feliz, suspensa em ti...
Hoje... mesmo sem palavras.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Na Terra dos Sonhos
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és,
Sou aqui e ali, destino e saudade...
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Magia
Magia: fascinação, encanto.Mágico: que encanta, que seduz, extraordinário, fantástico...
O meu Deus, aquele que me acompanha, que é homem e mulher, que é cor e sabor, abre-me as mãos e delas se soltam estrelas cintilantes aos meus olhos satisfeitos e inundados de beleza. Em cada gesto e em cada som do meu caminhar, em cada prazenteiro dedilhar de cordas das harpas dos anjos, em cada suspiro, em cada palavra, em cada tonalidade do arco-íris, descubro a magia do contínuo encanto de estar aqui, de ser isto, carne e sangue, alma e espírito.
É a magia do ser, é o dom da entrega pura aos sentidos.
É doce e amargo, é paz e tormento, é quente e frio...
Banal e extraordinário... Que mais? Enunciam-se-me as palavras,nascem-me as imagens no horizonte mas já não basta, perde-se o sentido... Nenhuma palavra para isto, nenhuma cor, nenhum sabor...
A magia da vida não se explica nem justifica, é uma verdade pura e incontornável, de uma intensidade bruta, pujante e louca...
E mágica é a minha marcha, o meu caminhar, feito de brilhos e luminescências, de pedaços meus e dos outros, de poesia risonha e por vezes melancolica.
Estrelinhas de prata que me chovem no regaço...
Obrigada aos amigos, aos conhecidos... tantos miminhos que me inundam os olhos. Sinto-me mais aconchegada, mais amparada, mais amada... Se isto não é magia, não sei o que será!
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Coisas boas, coisas perfeitas

segunda-feira, dezembro 04, 2006
Se eu fosse...

Cá vai:
- Se eu fosse um mês, seria Maio, porque é o mês do meu aniversário e porque acho que é o mês mais bonito do ano, das flores...
- Se eu fosse um dia da semana, seria sexta-feira porque acaba a semana de trabalho e há tempo para tudo...
- Se eu fosse uma hora do dia seria o finzinho do dia, o deitar do sol, o acordar da lua...
- Se eu fosse um planeta ou astro, acho que tinha que ser a lua, que se revela a nós através de diferentes fases...
- Se eu fosse uma direcção, seria o Este ( porque de onde me encontro, é a direcção do mar...)
- Se eu fosse um móvel, seria um sofá, grande e confortável para servir de ninho a quem nele quisesse descansar...
- Se eu fosse um líquido, seria talvez àgua com gás, borbulhante...
- Se eu fosse um pecado, neste momento, concerteza que seria a luxúria...
- Se eu fosse uma pedra,... dificíl, as pedras são inanimadas, mas talvez um quartzo rosa, que é a pedra do meu signo...
- Se eu fosse uma árvore, seria um carvalho...
- Se eu fosse uma fruta, seria um ananás, agridoce...
- Se eu fosse uma flor, seria uma magnólia, linda...
- Se eu fosse um clima,... não consigo escolher esta...
- Se eu fosse um instrumento musical, seria um violino...
- Se eu fosse um elemento, seria a terra, pois dela vimos e a ela voltaremos...
- Se eu fosse uma cor, seria o laranja, forte, quente...
- Se eu fosse um som, seria o marulhar das ondas na areia...
- Se eu fosse uma música, seria o instrumental do Angelo Badalamenti para o Twin Peaks... identifico-me muito com esta sonoridade...
- Se eu fosse um estilo musical, seria uma mistura de vários, impossível ser um só...
- Se eu fosse um sentimento, seria o encanto...
- Se eu fosse um livro, seria uma antologia de poemas do Eugénio de Andrade...
- Se eu fosse uma comida, seria um qualquer prato de massa...
- Se eu fosse um lugar, seria uma praia, sem qualquer dúvida...
- Se eu fosse um gosto, seria...salgado...
- Se eu fosse um cheiro, seria a magnólias...
- Se eu fosse uma palavra, seria cálida...
- Se eu fosse um verbo, seria sentir...
- Se eu fosse um objecto, seria uma esferográfica...
- Se eu fosse uma parte do corpo, seria as mãos, para tocar e tocar, para sentir...
- Se eu fosse uma expressão facial, seria um sorriso aberto...
- Se eu fosse uma personagem de desenho animado, seria a Alice no país das Maravilhas... ou talvez a Ana dos cabelos ruivos...
- Se eu fosse um filme, seria uma mistura de "Beleza Americana", com o "Magnólia" e o "Despertar da Mente"...
- Se eu fosse uma forma, seria um circulo, cheio, como a lua...
- Se eu fosse um número, seria o 2, é o número perfeito...
- Se eu fosse uma estação, seria a Primavera, com todas as suas cores, e o Outono, com o seu cheiro a terra molhada e a vento...
- Se eu fosse uma frase, seria "Sou daqui e de todo o lado..."
sexta-feira, dezembro 01, 2006

terça-feira, novembro 28, 2006

domingo, novembro 26, 2006
Profundamente! Calidamente... sexta-feira, novembro 24, 2006

quinta-feira, novembro 23, 2006
Dualidade
Esta é uma daquelas semanas em que parece que tudo é possível. quinta-feira, novembro 16, 2006
Eu, assim...

sexta-feira, novembro 10, 2006
Desejo

Desejo...
Queria enrolar-me no teu corpo de mar, provar o teu gosto de lua cheia, sentir o teu toque, quente e profundo. Queria deixar o meu sal na tua pele, embrenhar-me nos teus lençóis de veludo, abotoar os teus braços nos meus. Queria morder a tua boca ávida, sentir-te dentro de mim, sentir-nos, reconhecer-nos, apertados, embrulhados no nosso segredo, livres do mundo e de toda a gente.
Quero ser eu, plenamente, para depois poder ser o que tu quiseres que eu seja. Quero voar nas tuas asas e sentir o mundo como tu o sentes. Quero ver o sol a deitar-se enquanto tu me seguras nas mãos e me suspiras ao ouvido ditos frágeis e macios, doces... Quero ser constelação, tua estrela guia nas horas mais sombrias. Quero um banho de mar, beijado pela lua e amparado pelas tuas mãos, em gestos de ternura denunciada, intensidade de luz difusa do teu olhar.Quero parar o tempo por um breve instante, breve instante de um beijo brando, intenso de fogo e alucinação. Quero entregar-me a ti, sem medos e sem pudores, plenamente, serenamente, graciosa denúncia de desejos lascivos, devassos...
Quero-te aqui, para que ouças o meu coração, para que ouças a minha música, para que a tua pulsação se me entranhe e me desperte, para que o teu toque e o teu odor de mar e planicie me desnorteiem os sentidos e me façam cair, em ti, para sempre, neste sonhar que me transforma, nesta casa de mil desejos, nesta nobre lucidez de me ter presa ao teu nome.
Desejo...

" E portanto, só aí se encontram, no acto do amor, no chamado amor, essa linha divisória entre a terra e a água, essa frágil linha do horizonte entre o mar e o céu, encontram-se aí, bailarinos, acrobatas do arame, próximos, aproximados nesta relação, a relação sexual, a única que tem sentido, se não há relação. Estamos sós. As questões permanecem vãs, e vãos são os apelos. "Onde estás diz o sonho. E tu vives ao longe... e o que sei eu ainda dos caminhos até ti? Ó face amorável, longe do limiar... Onde combates tão longe que eu não esteja? Em prol de que causa que não é a minha? Onde estás tu diz o sonho. E tu não tens resposta."
Porque estás tão longe? Porque sempre arrastado para outro lugar, para que lugar? Porquê? Acaso esta viagem tem um sentido, uma meta? Terá verdadeiramente nascido do mar e desejoso de nele navegar para sempre? Será verdadeiramente esse nómada de fonte pura, "obcecado por coisas remotas e maiores"? Que coisas, porquê, no que penso? O seu mundo é mais vasto do que o silêncio onde eu grito? É forte, nobre, altivo? De quê? Porquê? Qual a sua natureza e para onde vai o meu amor? Para o corpo de atleta, para a opressão do amo ou o ciúme do Deus? É poderoso, é fraco? Existe sem mim, sem o maior de mim, verdadeiramente? E se o mar o levar, para onde vai que eu não esteja, para que lugar que eu ignore? Será uma viagem ou uma astúcia, uma falsa partida? E se o mar o levar, será que a morte o traz? Volta? Voltará? De onde? De onde vem quando vem, quando diz "Eu venho". É assim tão longo, assim tão longe? "Um passo em mim se afasta", é o seu? Para onde vai? Onde está? Quem é?
E tu, não tens resposta."
Camille Laurens
sexta-feira, outubro 27, 2006
A quem interessar
Infelizmente, os comentários têm sido muito escassos, aliás, quase nulos. Não que isso me espante, mas ando sempre a "chagar" a cabeça aos meus amigos para me virem deixar um miminho, mas... nada. Enfim, se calhar tenho de ser mais insistente.
À espera...
quarta-feira, outubro 25, 2006
Elogiar o Amor

E eu digo:também eu percebo pouco do que tenho para dizer, mas também eu tenho que o dizer.Ainda há quem se apaixone de verdade. Ainda há quem queira viver um amor impossível, se é que o amor pode ser de todo impossível. Ainda há quem aceite amar sem uma razão válida. Ainda há quem se apaixone quase por acaso, quando não dava jeito nenhum... Há quem se apaixone por quem não está ao seu alcance, por quem está perto mas ao mesmo tempo tão longe...Há quem se apaixone por estranhos, no meio da multidão, em encontros fortuitos, em noites loucas, em que no meio da fantasia dos outros se inventa uma nova forma de amar, mesmo que não faça sentido algum para o resto do mundo. E fica-se com essa noite marcada, fica-se com a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desiquilíbrio, o medo, o custo, o amor, enfim, a tal doença que é como um cancro que se alimenta do coração e ao mesmo tempo nos canta no peito. Essa beleza, esse perigo...Não se percebe, pois não... nem perceberá nunca.A alma corre atrás do que não sabe, justamente porque não sabe, e não sabendo,corre, corre porque acredita...Ainda há pessoas assim, acreditam?
Aquilo que se me escapa das mãos, o meu coração guarda...
segunda-feira, outubro 23, 2006

segunda-feira, outubro 16, 2006
... só falta ...

segunda-feira, outubro 09, 2006
Soneto
Fecham-se os dedos donde corre a esperança,Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?
Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.
Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.
Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita.
José Carlos Ary dos Santos
domingo, setembro 24, 2006

sábado, setembro 23, 2006

E assim me sinto quando fecho os olhos no meu silencio e acredito... se valer a pena acreditar... e esperar... sem desesperar.
terça-feira, setembro 19, 2006
Resposta...
Não sei quem és mas obrigada pelo comentário. Não sei como o hei-de interpretar, mas gostei muito.
E podes continuar a deixar mais comentários por favor, ao menos alguém...
terça-feira, setembro 05, 2006
Sombra
Nos meus sonhos não te consigo ver o rosto. Vejo a tua mão na minha, o teu olhar no meu, o teu andar acompanha o meu e o teu corpo encaixa no meu. Não sei o teu nome, nem sei de que cor são os teus olhos. Não sei de onde vens nem para onde vais. Não sei se ja te vi ou se ás só um sonho teimoso. Não sei se ás alto como eu gostava que fosses, nem sei se tens um olhar doce, como eu espero que tenhas. Sei que sonho contigo, quando estou a dormir e quando estou acordada, bem acordada. Sei que existes, mas não sei se perto, se longe. Sei que me vais fazer sorrir e sei tambem que o meu sorriso vai iluminar o teu olhar. Sei que sem nunca nos termos encontrado e nos termos tocado, nos sentimos um ao outro. E até sei que no dia que tiver que ser, vamos olhar um dentro do outro e reconhecermo-nos e perceber que chegou a hora, que finalmente chegamos a casa... Se calhar até já nos conhecemos. Se calhar cruzo-me contigo todos os dias, ou se calhar já estivemos na mesma sala, em momentos diferentes...É Isso Aí

Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredita em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí
Um vendedor de flores
Ensina seus filhos
A escolher seus amores"
quarta-feira, agosto 30, 2006
Sucedeu Assim...

Assim,Começou assim
Uma coisa sem graça
Coisa boba que passa
Que ninguém percebeu
Assim,
Depois ficou assim
Quiz fazer um carinho,
Receber um carinho,
E você percebeu
Fez-se uma pausa no tempo
Cessou todo meu pensamento
E como acontece uma flor
Também acontece o amor
Assim,
Sucedeu assim,
E foi tão de repente
Que a cabeça da gente
Virou só coração
Não poderia supor
Que o amor nos pudesse prender,
Abriu-se em meu peito um vulcão
E nasceu a paixão
Tom Jobim
P.S.: muito obrigada Pedro!
terça-feira, agosto 15, 2006
Quebrámos os Dois
Era eu a convencer-te que gostas de mime tu a convenceres-te que não é bem assim...
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
e tu a argumentares os teus inevitáveis
Eras tu a dançares em pleno dia
e eu encostado como quem não vê
Eras tu a falar para esconder a saudade
e eu a esconder-me do que não se dizia
... afinal quebramos os dois...
Desviando os olhos por sentir a verdade
juravas a certeza da mentira
mas sem queimar demais
sem querer extinguir o que já se sabia
Eu fugia do toque como do cheiro
por saber que era o fim da roupa vestida
que inventara no meio do escuro onde estava
por ver o desespero na cor que trazias...
... afinal quebramos os dois...
Era eu a despir-te do que era pequeno
e tu a puxares-me para um lado mais perto
onde contamos histórias que nos atam
ao silêncio dos lábios que nos mata...!
Eras tu a ficar pors não saber partir...
e eu a rezar para que desaparecesses...
Era eu a rezar para que ficasses..
e tu a ficares enquanto saías.
... não nos tocamos enquanto saías.
não nos tocamos enquanto saímos.
não nos tocamos e vamos fugindo
porque quebramos como crianças
...afinal quebramos os dois...
...e é quase pecado o que se deixa...
...quase pecado o que se ignora...
Toranja
quinta-feira, agosto 10, 2006
Saudade...

Saudade, ai que saudade... do que podia ter sido... do que não foi... e do que senti...
Saudade do teu gosto, e das tuas mãos, e da tua força, e do aconchego de teu regaço...
Saudade de uma sombra, de um momento...
segunda-feira, julho 10, 2006
Canção Grata

inquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insónia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Florbela Espanca
Hoje, este soneto serve para a alegria e para a tristeza.
Serve para a alegria de ver regressar a nossa selecção que tao bem nos representou e tanto nos fez vibrar, saltar, rir e chorar, que tanto me fez acreditar no sonho possivel, que em muito nos fez sentir grandes, apesar de tao pequeninos.
E para a tristeza porque ontem morreu alguém que era o mundo para uma grande amiga minha. E eu sei que a vida é muito injusta e as pessoas só deviam desaparecer já muito velhinhas... mas aconteceu. Não conhecia a pessoa em questão, mas pelo facto de uma pessoa tão jovem ter partido assim faz-me pensar na minha vida e na dos que me rodeiam e tentar olhar o horizonte e tentar acreditar que isto tudo é um plano muito bem traçado, que cada grão de vida neste planeta tem a sua função. Respirar é uma bencão, vou tentar lembrar-me disso mais vezes.
S.
sexta-feira, julho 07, 2006
Saudades

Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
quarta-feira, maio 17, 2006
Há tanto tempo que não escrevo nada... Também não tenho tido muito tempo. Mudei de emprego e, apesar de passar o dia todo em frente ao computador, é complicado ter tempo para vir aqui. De qualquer forma, vou tentar passar por aqui mais vezes.Segunda feira fiz 26 anos, por isso, PARABÉNS para mim!! Estou a ficar velhota;) Agora até aos 30 é um instante, ai, ai...Mas enfim, o tempo passa e temos é que aproveitar todos os momentos, nunca se sabe se amnhã ainda por cá andamos.Estar vivo é tão bom!
Hasta!
S.
quarta-feira, abril 05, 2006
Cada Vez Mais Aqui

Para doer aonde?
Para ser o que?
Achas que ninguem ve?
E para que fingir?
Porque mentir e remar na dor?
Achas que ninguem ve?
Tambem eu queria parar...
chorar
cair... para me levantar,
para te puxar!
Te fazer sorrir...
nao voltar a cair!
Nao me olhes assim!
Continuo a ser quem fui!
Cada vez mais aqui...
nao dances tao longe..!
...que eu ja te vi
Tambem eu queria parar...
chorar
cair... para me levantar,
para te puxar!
Te fazer sorrir...
nao voltar a fugir!"
Toranja
domingo, abril 02, 2006
Desabafo

Ontem tive a confirmação daquilo que eu já sabia, só tenho pena que as pessoas sejam tão cobardes. A desculpa de não nos quererem magoar é tão confortável... para quem tem de ter a coragem de ser verdadeiro! A cobardia deixa-me um amargo na boca, uma sensação de vazio, desperdício. Quantas coisas se perdem pelo próprio medo de perder...
Não me querias magoar e acabaste por te refuguiar no silêncio, na distancia, se calhar pensando que assim era mais fácil... para ti, nunca para mim! Porque mesmo que eu já o soubesse, não precisavas de estratégias de diversão, ingenuamente acreditando que me farias acreditar...

